Cooperação Internacional da Marinha

As Marinhas são as forças armadas com maior vocação às relações internacionais,
especialmente em um país de extenso território marítimo, tradição pacifista e potencial
global, como o Brasil. No entanto, seus registros desse tipo de atuação da instituição
encontravam-se dispersos, tendo sido o objetivo da fase 1 dessa pesquisa a criação de uma base
de dados da Cooperação Internacional da Marinha do Brasil (MB) entre 1999, ano de
criação do Ministério da Defesa (MD), e 2018, completando o período de duas décadas. O relatório técnico-científico ao final da página corresponde, portanto, à
teoria, metodologia e resultados desse produto, o que está inserido no contexto da
Diplomacia de Defesa.

Inicialmente, a base de dados encontrava-se em uma tabela de
Excel, mas foi transposta para a Keyhole Markup Language
(KML), ferramenta da Google para dados geoespaciais. Com isso, obteve-se mapas mundi digitais, permitindo uma melhor visualização do conteúdo.

Para a coleta de dados,
foram utilizadas como fontes primárias as Organizações Militares (OMs) da MB e suas
publicações internas. Do mesmo modo, foi consultado o acervo de outros importantes
órgãos de Estado, como o MD e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), esse
último via Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e Plataforma Concórdia. Para a
organização dos dados, foram estabelecidas as categorias de classificação:
“Institucionalidade”, “Natureza da Cooperação”, “Eixo Hemisférico”, “Lateralidade” e
“Tipo”.

Acredita-se que, com essa base de dados, a MB terá um melhor panorama de
suas relações internacionais, aumentando a robustez do processo decisório para a
continuidade ou recondicionamento da sua política externa, que deve estar cada vez
mais integrada com o MRE.

Destaca-se, portanto, que esse projeto está de acordo com a crescente criação de produtos nas Ciências Sociais Aplicadas, o uso de ferramentas
digitais na Era da Informação e a transparência esperada do meio acadêmico e
instituições públicas.

Na segunda fase do projeto, por sua vez, o foco foi o tratamento dos dados coletados. Assim, houve as seguintes realizações:

(1) Preenchimento dos mapas em KML, completando o uso da ferramenta com o potencial visual e arquivístico;
(2) Criação de formulário da Google (Google Forms) para a continuidade da base, preservando a integridade dos dados;
(3) Codificação dos atores, possibilitando a sua inserção de forma sistematizada;
(4) Classificação das agências estrangeiras e nacionais, possibilitando novas análises;
(5) Criação de novas variáveis, sendo essas a convergência com as premissas dos Documentos Nacionais de Defesa (Livro Branco de Defesa Nacional/LBDN, Política Nacional de Defesa/PND e Estratégia Nacional de Defesa/END), a participação ou não na União Europeia (UE) e a localização ou não no Estorno Estratégico Brasileiro, também possibilitando novas análises;
(6) Atualização da base de dados com os exemplos de cooperação internacional da MB em 2019 e 2020;
(7) Criação de três mapas cognitivos (min maps) com os dados da base, priorizando a visualização por ano (topo da página);
(8) Criação de gráficos com a quantidade de acordos de cooperação bilateral da MB ao longo das últimas duas décadas, demonstrando sua evolução;
(9) Revisão de literatura sobre retorno de investimentos (return on investments/ROI), almejando a criação de uma metodologia de análise do valor da cooperação.


Coordenadora: Profa. Dra. Sabrina Medeiros (PPGEM/EGN)

Gestor: Prof. Dr. Leonardo Vichi (LSC/EGN)

Pesquisadora Bolsista: Carolina Ambinder (Fase 1: Mestranda PPGEM; Fase 2: Consultora)

Voluntários Fase 1:

MEMBROS

Ana Carolina Almeida – Graduanda em Relações Internacionais/Instituto de Estudos Estratégicos; Universidade Federal Fluminense (INEST/UFF)

Allan Antunes – Graduando em Relações Internacionais/Instituto de Estudos Estratégicos; Universidade Federal Fluminense (INEST/UFF)

Bruno Tilhe – Bacharel em Relações Internacionais/Instituto Brasileiro de Mercados e Capitais (IBMEC)

Fabíola Barros – Graduanda em Relações Internacionais/Instituto de Estudos Estratégicos; Universidade Federal Fluminense (INEST/UFF)

Francyne Motta – Graduanda em Relações Internacionais/Instituto de Estudos Estratégicos; Universidade Federal Fluminense (INEST/UFF)

Gabriele Hernandéz – Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Estudos Estratégicos/Universidade Federal Fluminense (PPGEST/UFF)

Isabella Terror – Doutoranda em Ciências Militares/Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME) 

Lycia Brasil – Bacharel em Relações Internacionais/Instituto de Relações Internacionais e Defesa; Universidade Federal do Rio de Janeiro (IRID/UFRJ)

Yuri Medeiros – Graduando em Relações Internacionais/Instituto de Estudos Estratégicos; Universidade Federal Fluminense (INEST/UFF)

COLABORADORES

Ana Carolina Pott – Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos Marítimos/Escola de Guerra Naval (PPGEM/EGN)

Kássio Henrique Aires – Bacharel em Direito/Faculdade Católica do Tocantins (FACTO)

Leossando Vila Nova – Bacharel em Direito/Faculdade Católica do Tocantins (FACTO)

Suyene Coelho – Mestre em Estudos Marítimos/Escola de Guerra Naval (EGN)

Voluntários Fase 2:

Allan Antunes – Graduando em Relações Internacionais/Instituto de Estudos Estratégicos; Universidade Federal Fluminense (INEST/UFF)